ENCONTRO FEMINISTA 2018 cartaz web

Encontro Feminista 2018, organizado pela Esquerda Alternativa terá lugar entre as 10h e as 18h na Biblioteca de Belém (R. da Junqueira 295, 1300-034 Lisboa). No Encontro Feminista serão debatidas as teses Feminismo: um sujeito político em progresso. Inscrições: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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Proposta de Tese 2, "O Governo, refém de Bruxelas", à VI Assembleia da Esquerda Alternativa.

1. O governo minoritário do PS, com o apoio parlamentar do Bloco de Esquerda e do PCP, é um caso atípico, desalinhado dos enquadramentos dos partidos da Internacional Socialista. Essa governação incomum permitiu reverter algumas das imposições da troika e medidas do governo submisso do PSD/CDS. O caráter minoritário do Governo PS deriva do facto de os partidos à esquerda não partilharem o seu posicionamento pró-tratados europeus e pró-NATO e terem recusado a sua participação no Governo. O quadro invulgar das legislativas de 2015 levou, no entanto, a que os partidos da esquerda parlamentar viabilizassem esse governo. Tal viabilização era condição necessária ao derrube do governo de maioria relativa PSD-CDS, que tinha sido nomeado pelo Presidente Cavaco Silva, e o seu programa de austeridade. Esta maioria parlamentar de PS, Bloco de Esquerda, PCP/PEV não configura um governo de coligação, nem a obrigatoriedade do voto nos orçamentos anuais, tomados como moções de confiança periódica.

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Proposta de Tese 1, "O ataque dos ultras incita à resistência dos povos", à VI Assembleia da Esquerda Alternativa.  

  1. A crise 2007/2008 tem sido apontada como a primeira crise económica global do capitalismo. De tal forma atingiu a economia de casino em todo mundo que suscitou a intervenção, simultânea e articulada, de todos os Bancos Centrais e bolsas de valores. A larga destruição de capital fictício formou a onda tóxica que corroeu e contaminou largos setores da economia produtiva. Esta crise teve consequências sérias nas sociedades do nosso tempo: redefiniu e agravou a concentração da propriedade e riqueza, impulsionou um empobrecimento massivo e levou a uma diferenciação acentuada nas classes médias, alargando a proletarização e a exclusão social. Massivamente, esta é uma nova arrumação social.