X Assembleia da Esquerda Alternativa
10h | 28 de maio de 2022 | sábado | Auditório do Metro de Lisboa


Camarada, 
 
no próximo dia 28 de maio, pelas 10h, decorre a X Assembleia da Esquerda Alternativa, no Auditório do Metro de Lisboa, no Alto dos Moinhos, em Lisboa. 

A proposta de teses "Construir a alternativa de esquerda, ampliar o campo progressista", apresentada pela direção da Esquerda Alternativa, pode ser lida aqui. O regulamento e o regimento da Assembleia podem ser encontrados aqui.

Contamos com a tua participação.

 

 

 

 

Regulamento da X Assembleia

1.  De acordo com o Artigo 5º do Regulamento Interno da Esquerda Alternativa, a Direção convoca a X Assembleia da Esquerda Alternativa para o dia 28 de maio de 2022, sábado, no Auditório do Metro de Lisboa (Estação Alto dos Moinhos - linha azul), Rua João de Freitas Branco, debaixo do Viaduto da Av. Lusíada.

2.  A Direção, por sua decisão a 5 de maio, apresenta uma proposta de teses, as quais são enviadas aos membros da EA em conjunto com o presente regulamento, e delega na Comissão de Teses o processo de aceitação de alterações. A comissão de teses é constituída pelo secretariado da direção da EA.

3.  As e os aderentes da Esquerda Alternativa podem enviar propostas de alteração, teses globais alternativas, textos contributo e moções setoriais até ao dia 14 de maio para o secretariado, cujo endereço eletrónico é: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

4.  Até ao dia 19 de maio, qualquer grupo de pelo menos 3 aderentes poderá enviar emendas, aditamentos ou alterações às teses e moções em debate. As propostas de alteração serão enviadas aos/às respetivos autores/as até ao dia 21 de maio.

5.Os/as autores/as deverão pronunciar-se até 23 de maio sobre a incorporação ou não de alterações.

6.As propostas apresentadas serão levadas à X Assembleia da Esquerda Alternativa quando subscritas por 5, no caso de teses globais e moções setoriais. As emendas ou aditamentos não aceites podem ser levadas à Assembleia com a subscrição de 3 aderentes.

 

Proposta de Regimento da X Assembleia da Esquerda Alternativa

1. ORDEM DE TRABALHOS


10:00 - Credenciação

10:45 – 1. Eleição da mesa e votação do Regimento da Assembleia

          Início do prazo para entrega de listas

10:50 – 2. Abertura e apresentação das propostas de teses

  3. Discussão dos documentos

12.30 – Intervenção de encerramento da manhã

          Fim do prazo para entrega de listas


Interrupção para almoço


14:30 – Recomeço dos trabalhos

4. Eleição da direção – informação e discussão sobre as listas apresentadas

14:40 – Abertura das urnas de voto

14:45 – Continuação da discussão dos documentos

16:40 – Fecho das urnas de voto

17:00 – Encerramento do ponto e votação dos documentos


2. TEMPOS DE INTERVENÇÃO


Abertura e encerramento: 15 minutos

Mesa e regimento da assembleia: 2 minutos

Discussão dos documentos: 5 minutos

Discussão e eleição da direção: 3 minutos

3. APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTOS E PROPOSTAS DE ALTERAÇÃO


3.1 A apresentação de documentos e de propostas de alteração devem dar entrada na mesa no início ou no decorrer de cada um dos pontos.

3.2 As propostas apresentadas serão levadas à discussão e votação quando subscritas por 5 membros, no caso de teses globais e moções setoriais. As emendas ou aditamentos necessitam da subscrição de 3 membros.

3.3 Os proponentes de documentos dispõem de 10 minutos para a sua apresentação e aos proponentes de propostas de alteração são concedidos 2 minutos de intervenção.


4. APRESENTAÇÃO DE LISTA À DIREÇÃO

4.1 As listas à direção têm de ser paritárias e estar afetas a teses globais.

4.2 A entrega de listas à direção tem que ser formalizada até às 12h30 junto da mesa da assembleia. 


5. OUTROS


5.1. Os telemóveis e outros suportes eletrónicos devem estar em modo de silêncio.

5.2. Os casos omissos do regimento são deliberados pela mesa, com recurso para a Assembleia, o regulamento da Esquerda Alternativa e os estatutos do Bloco de Esquerda.

 


Proposta de teses à X Assembleia da Esquerda Alternativa



Os tambores da guerra

 

  1. A Rússia invadiu a Ucrânia na madrugada do dia 24 de fevereiro de 2022. O discurso que Vladimir Putin dirigiu ao país, no dealbar da invasão, transbordava apetites imperialistas. As acusações a “Lenine e seus camaradas” pelo desmembramento do império russo, as referências saudosistas à “mãe Rússia”, são apontamentos de um discurso que descreveu a Ucrânia como “uma aberração política, histórica e cultural”. O aspirante a czar deu a ordem de ataque e a brutalidade da máquina de guerra russa, ainda que com dificuldades relevantes nas suas manobras, levou a uma agressão violenta à  Ucrânia, forçando o êxodo de milhões de pessoas.

  2. Não há relativismos passíveis de normalizar a invasão russa. Registamos as movimentações da NATO ao longo das últimas décadas, o seu alargamento a leste e a sua escalada militar. A NATO é o  braço armado do imperialismo dos EUA,  que teve Salazar como um dos seus fundadores - tendo assim contribuído para legitimar a ditadura fascista do Estado Novo na cena internacional - e com um longo cadastro de violações do Direito Internacional: da Jugoslávia ao Iraque. No entanto, a mesma lei e o direito internacional foram violados pela Federação Russa, o mesmo tipo de mentiras são usadas para justificar a guerra na Ucrânia e a mesma Carta das Nações, consagradora do direito dos povos à autodeterminação, é posta  em causa. No passado tínhamos claro que  “Nem NATO, nem Pacto de Varsóvia” servem a paz entre os povos, hoje com a mesma firmeza afirmamos  “Abaixo todos os imperialismos”.

  3. A confusão de alguns partidos à esquerda sobre as raízes da guerra na Ucrânia e a relativização das ações de Putin são erros de análise que penalizam  toda a esquerda. Rejeitamos esse caminho. Da Coreia do Norte à China, de Angola à Rússia, nunca deixamos de apontar o dedo quando liberdades são atropeladas, o Estado de Direito é ignorado ou a oligarquia  impõe a sua lei férrea. Do Ruanda a Timor-Leste defendemos o direito à autodeterminação dos povos e o mesmo defendemos para o povo Ucraniano. Do Saara Ocidental à Palestina não equiparamos a resistência  do ocupado à agressão do ocupante. Com este património de lutas e posições, não confundimos o agressor e o agredido, não aceitamos a paz da potência ocupante, definida por quem trouxe a guerra. Exigimos uma conferência de paz mediada pelas Nações Unidas, que não olhe aos interesses destes ou daqueles oligarcas, e um cancelamento da dívida externa ucraniana para permitir a justa reconstrução do país. Em 2017 avisámos que “não é de excluir que se agudizem diversos conflitos na definição de quem dá as cartas na geopolítica mundial” e que a guerra poderia estar à espreita. Quando a guerra chega, não nos enganamos de que lado estamos: do lado dos povos e da paz.

Instagra geral

Inscrições: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScLsGboi1ln_4Up2K8efYtDYgBzUg0vhBmSSb6rjTiGUr8SKw/viewform

Programa

14 março, 15h → Que fazer? O socialismo pelo qual lutamos.
Com: Luís Fazenda (ver intervenção) e Joana Mortágua (ver intervenção)
Moderação: Ana Isabel Silva


01 de abril, 18h → O 25 de Abril e a Revolução Portuguesa

Com: Manuel Loff (ver intervenção)
Moderação: Tomás Marques


2 de maio, 21h → Descolonizar Portugal

Com: Elsa Peralta e Beatriz Gomes Dias 
Moderação: Leonor Rosas


5 de junho, 21h → Tem a esquerda ainda algo a aprender com o pensamento de Lenine?

Com: Manolo Monereo e Pedro Filipe Soares 
Moderação: Isabel Pires


Para mais informação, podes entrar em contacto connosco através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.